A caverna -50
Não me recordo a quanto tempo estou preso a esse lugar, para ser preciso a rotina é muito complicada, não consigo explicar de maneira clara como é cada coisa em minha frente, já que não consigo observar direito para evitar problemas apenas obedeço a ordem dos que estão acima de mim.
Para ser mais claro, que uma tocha devo informar que existe uma ordem simples aqui nesse ambiente;
1 Os mais fortes ganham mais comida
2 Quanto mais trabalha mais ganha comida
3 Se der sorte de ser agraciado pelo chef ganha liberdade.
4 nunca fugir
5 Jamais vá para a luz forte da caverna.
Bom, sempre fui fraco mas a cota de comida sempre foi certa, porque de alguma forma sempre entreguei a quantidade certa de pedras. Não aceito a mediucridade da qual a maioria se opta a ser, temos que ser melhores dentro do possível bom o possível é apenas questão de opinião temos tão pouco tempo nessa realidade que não me importo com a explicação que está por vir.
Até o devido momento estou a muitos ciclos de sono, preso aqui crescer é um processo leve mas vejo que aos poucos faz o devido sentido não sei minha idade ou qual minha altura.
Mas tenho certeza, não tenho uma beleza digna de nota, sou algo que sobrevive dentro de uma rotina incerta possivelmente posso acabar caindo em difícil compreensão mas vamos a rotina para sermos simples .
Quebro pedras quando acordo, até darem comida, como bem devagar até conseguir recuperar a força da pele, volto a trabalhar até desmaiar e assim segue o ciclo quase sempre.
Mas agora contarei fatos estranhos que me ocorreu minha primeira memória aqui, para ser simplório nesse local que fui gerado não sei quem são aqueles que me poram no mundo mas sei quem me educou.
Albert o carrasco me ensinou a comer, andar, respirar e o mais importante trabalhar.
Por mais estranho que pareça não sou exceção, a maioria nasceu aqui e morre aqui. Segundo o próprio Albert ele não sabe o que existe no andar de cima apenas se mantém ativo aqui desde que nasceu.
A outros seres superiores, Albert só está acima do nosso andar mas não possui poder algum, se um líder mandar ele obedecer é para salvar a própria vida.
Mas a dinâmica muda de acordo com o poder, a natureza é algo sagrado porém perigo, descobrir isso de uma forma diferente .
Estava na rotina comum, por algum motivo de tanto repetir o mesmo movimento desde que ando, respiro ou penso talvez tenha deixado mais fluido essa coisa. Me refiro a picareta de madeira que em minhas mãos raramente quebra, acho impressionante que consigo manter ela por muito tempo a maioria quebra em algumas horas a minha duram dias. Mas o que me tornou-o diferente não foi apenas a leitura de ambiente, ou conhecer cada trajetória para lapidação de rocha de maneira eficiente foi apenas um milagre da natureza com o tempo conseguir ver uma luz em cada pedra e se eu acertar esse local ela quebra mais rápido.
Logo no começo não queria acertar a luz pois ela clareava em volta, mas uma vez acertei por acidente e a pedra quebrou mais fácil. Nenhuma pessoa em volta notou então só coloquei na minha caixa e continuei fazendo o mesmo apenas rochas depois já estava cheio na metade do tempo de antes, então não parei quando vi estava fazendo cada rocha uma respiração deixando o trabalho ser chato pois toda hora tinha que por na caixa quando vi ela estava cheia ate o topo, então puxei a corda e ela sumiu pelo corredor a cima.
Demorou um pouco mas desceu, dentro da caixa tinha um picareta diferente ela tinha uma cor das pedras que tirei da parede ela é um pouco mais quente, além disso continha uma faca pequena também com o mesmo material e alguns mantimentos dos quais nunca provei na vida apenas guardei tudo não estava com fome.
Normalmente voltarariam a dormir, mas estranhamente naquele momento não estava cansado apenas feliz, uma felicidade derivada da loucura de finalmente descobrir algo novo sentir a textura da picareta nova não era lisa mas estranhamente a madeira era mais leve e eu conseguia ver pontos de luz mais fácil, com essa coisa lisa parecendo pedra raramente vejo alguma coisa.
Continuando a rotina, a picareta é pesada mas vale a pena, os pontos de luz são menores mas é o que tem disponível no momento, a cada vez que passo a manejar de maneira mais indúctil acabo não só descolando da parede mas sai pedaços menores alguns tem luz que brilha e essas luzes fazem cosquinha na minha pele, algumas chegam a entrar mas não machuca apenas está ali.
As vezes essas luzes parecem que somem o cansaço, mas acho que é tudo culpa da falta de lucidez, que momentaneamente posso ter perdido.
Tenho que ser mais claro possível aqui, para evitar erros no livro do universo, essas luzes até o momento consigo apenas ver em pedras, ainda não enchi a segunda caixa do dia está bem perto não sei o que acontece quando ultrapassa a meta diaria.Isso não é importante só desejo conhecer essa luz que estranhamente está cada vez em maior proximidade com mito.
Não sei como explicar algo, tão simples que é essa luz, toda vez que a obeservo me sinto de uma maneira única ligada a ela. Mas antes que eu percebesse ja tinha enviado em um único ciclo de sono três caixas de pedra a dimensão é de 10m³ sei disso pois está escrito na caixa.
Geralmente demora-se ciclos de sonos muito longos para encher apenas uma,não sei como estou fazendo tão rápido ou se estou em êxtase e acabei passando do ponto e vou morrer de cansaço como a maioria que por aqui nasceu.
Se bem que não posso ter certeza de mais nada, bem que eu desejava compreender as coisas simples mas o simplório naquele momento era o mais trivial era respirar até comer era luxo, como estava em momentos de lucidez sobre uma coisa nova talvez a única coisa que eu descobri sozinho acabei perdendo a noção de saúde mental.
Quando estava enchendo a quarta caixa até o topo e puchei a corda, a mesma não desceu por um longo tempo, então aproveitei para comer um pouco da comida exótica, uma coisa laranja enorme com gosto estranho mas com muita energia por mordida olhei em volta e a maioria já estava no ciclo do sono mas eu me mantive atento ao redor.
Como o meu passatempo era ver as luzes acabei me divertindo com o que via, as vezes deixava entrar no meu corpo e circular por dentro até sumir.
Estranhamente dava mais energia que a coisa laranja que comi, então guardei tudo para dar a Albert, ele é o mais velho aqui como a minha caixa não estava descendo foi até ele entregar o que ganhei.
Ele não estava tao longe assim, pois apessar de tudo ele ainda é do mesmo andar que nós, ele estava dormindo calmamente depois que me de aproximar ele abriu os olhos rapidamente pegando sua picareta parecida com a minha, que por ventura estava carregando em minhas costas.
-Senhor Albert, acabei ganhando isso da caixa mas não gostei do gosto pode ficar.
Albert me olhou estranho, viu o pacote em minhas mãos e seus olhos ficaram com uma cor estranha que nunca vi antes, era algo estranho é igual ao dia que batemos a tal meta, no outro dia foi um espacamento estranho era uma agreção desgeneralizada sem sentido algum porque se batesemos na meta de novo podíamos deixar Albert feliz.
Bom, não auferimos nada com isso mas não custava tentar, temporalmente consegui mas aquele sorriso sumiu apressurado de tal forma que me sentir com ojeriza, com uma forma melancólica prenchendo a face de Albert então ele me olha nos olhos.
-Faz muito tempo que sua caixa não desce?(Albert )
-A alguns minutos, dei um tempo da coleta me sinto muito quebrantado, por isso lhe dei o presente pois foi o único que me ensinou tudo que sei.
- Tenho algo a te pedir, por favor quando ver os superior fale bem de mim, quem sabe não vimos o próximo andar.(Alber)
-Senhor não estou te entendendo, fiz algo errado ?
- De forma alguma, pelo contrário agradou a alguém do andar de cima, volte para seu setor em alguns momentos sua caixa desce trabalhe como se nada tivesse acontecido e quem sabe eles mandam o representante para te ver.Posso ficar com isso que me deu mesmo? Mau comeu ...( Albert )
- Senhor, voltarei para o local, sim pode ficar se desejar coma tudo ou guarde o sabor é estranho.
A passos foram calmos, pois sei que não adiantava correr, estava me banhando nas pequenas coisas brilhantes que corriam de um lado para o outro,quanto mais aproveitava o ambiente mais entendia aquele ecossistema dentro do meu corpo, tive que tentar entender o que eu estava obeservando dentro de mim mesmo.
Mas para isso tive que primeiro compreender onde eu estou inserido e quem seria os superiore.
Para um pesar mais forte,tudo em minha volta faz sentido se trabalhar me garante comida, então irei trabalhar todos os dias não a o que reclamar essa sempre foi minha vida até agora,mas obeservo nesse instante que não necessito mais comer.
Talvez seja apenas síndrome do escavador, mas desejo voltar a bater nas pedras as coisas podem melhorar caso eu continue a fazer o que sempre fiz.
Volto para minha caverna e infelizmente a caixa não desceu ainda, então continuo a cavar mesmo sem ela descer pois quando descer é apenas enchela de novo, sem problemas algum.
Depois de um tempo olho para trás e vejo a caixa descendo dentro dela um ser superior estava ali, não sei explicar exatamente como ou porquê ele está aqui em baixo, me recordo de Albert dizer que um representante viria mas não imaginaria um rato enorme, usando panos e uma coisa transparente em um dos olhos ligado a um pano fino parecido pedra.
Ele pula para fora da caixa, então comecei a encher a caixa novamente até ela ficar cheia e sobrou algumas pedras quando eu iria puxar a corda o grande rato a segurou impedindo o movimento.
Veio a minha frente em uma velocidade absurda, me fazendo ter uma certa curiosidade de como isso aconteceu.
- Ser inferior está trabalhando sozinho aqui? (Rato)
-Sim
-Teria algo novo que viu para melhorar o resultado? (Rato)
-Apenas não paro de trabalhar desde que comecei, paro apenas para dormir, comer e cagar.
-Sou um superior! não minta!
-Apenas digo a verdade, trabalho só e faço sempre tudo só, posso voltar ao trabalho ficar sem fazer nada me incomoda.
-Nao pode, vai subir comigo tem um local novo de trabalho, pegue suas coisas e.vamos subir(rato)
-Tudo que tenho está em meu corpo agora, vamos subir tenho que trabalhar.
-Esses seres inferiores não passam de escravos, finalmente veio um descendente em alguns anos.
Ao subir na caixa,começo a brincar com a luz apenas usando a respiração e obeservo as paredes que sempre vi ficando para trás e calmamente aquilo se afastando.
Não sentir nada, apenas me pergunto se a onde vou tem as luzes que fazem cócegas.
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